Luz nos jardins

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Blog02A iluminação de áreas externas está cada vez mais em alta e conta com produtos de qualidade. Veja dicas para acertar nessa aposta

Algum tempo atrás poucas empresas desenvolviam produtos específicos para a iluminação de jardins e quintais que, além de iluminar, fossem bonitos. Hoje, está cada vez mais fácil encontrar luminárias e lâmpadas adequadas para a função e, ao mesmo tempo, com design atraente. Para quem quer investir nessa ideia, Daniele Bagatoli, pós-graduada em Iluminação e Design de Interiores e sócia da Luna Luce Iluminação, dá as dicas.

Em primeiro lugar, é preciso realizar um projeto luminotécnico e decidir se a iluminação será somente funcional ou também estética. “Algumas empresas nacionais estão desenvolvendo luminárias cujo design serve para criar efeitos luminosos diferentes e que também embelezam o jardim. O projeto é importante, entre outros fatores, para certificar que, uma vez instalada, a luz não vai causar ofuscamento. Lâmpadas embutidas no solo costumam ter facho direcionado, portanto precisam ser corretamente posicionadas para evitar ofuscamento”, explica Daniele.

Entre os cuidados específicos, é preciso verificar se a luminária foi desenvolvida para a área externa, ou seja, é resistente à sujeira, poeira e umidade. “Além disso, na hora de comprar é preciso verificar a tensão das lâmpadas, pois mesmo em lugares onde a tensão é 110V, costuma-se usar  220V em jardins”, afirma a especialista.

Para iluminação geral, podem-se utilizar refletores ou postes altos. Já para iluminar uma árvore, o efeito mais popular é o uplight, onde a luminária é embutida no chão rente ao caule, iluminando toda a planta até a copa. Segundo Daniele, a lâmpada mais indicada para instalar perto de plantas é o LED, pois não emite raios infravermelhos e ultravioletas, evitando o ressecamento das mesmas. “Se você quer uma iluminação suave no ambiente, aposte em arandelas instaladas em muros, com luz indireta. Há modelos que, além de iluminar, criam desenhos de luz e sombra na parede, um efeito muito bonito”, ensina.

Com relação às cores, Daniele aconselha a não usar muitas cores diferentes para não tornar o ambiente visualmente poluído. “Não há regras rígidas, mas a cor mais popular em áreas externas é o verde. Âmbar também é muito usada, pois cria um ambiente sofisticado e romântico, com a coloração semelhante à do pôr-do-sol”, acrescenta.

Para tornar o projeto funcional, a dica é iluminar áreas de circulação e lugares onde podem acontecer tombos, como escadas e muros baixos. Além disso, prefira as lâmpadas que consumam pouca energia, como os LEDs e as fluorescentes. “De nada adianta fazer um projeto paisagístico lindo e depois da primeira conta de luz deixar de ligar porque o consumo ficou acima do esperado”, destaca Daniele. O uso de temporizadores para programar o horário em que a luz será desligada e ligada automaticamente também reduz desperdícios. O planeta agradece!